
Enquanto se vislumbram beijos, abraços e trocas de presentes na “Feira da Alegria” em Lisboa, vamos sabendo aqui pela Praia da Vitória, que várias expetativas dos praienses, perante prioridades apresentadas pelo executivo, vão ficar pelo caminho. Dou como exemplo, o Bar da Prainha, suposto avançar com obras este ano e, perante informações recolhidas, já foram transferidas para 2027!
Não foi por acaso, que na passada sessão da Assembleia Municipal, se bradou aos céus, com aquela desgraça que nos tinha caído em cima, pela decisão do tribunal de contas, ter sujeitado a autarquia a arranjar 8 milhões de euros, a fim de manter algumas infraestruturas camarárias, creditadas à banca, a fim de não se correr o risco de as perder para o Município.
Esta foi a ponta do Iceberg, para que muitas outras obras prometidas no manifesto eleitoral, mas também sujeitas á velha retórica do passado, que acaba contrariando as expetativas do presente, acabem sendo transferidas para os próximos orçamentos…
Como se vai por exemplo, no imediato, arranjar as escadinhas de acesso à Santa do Facho, se temos naquele espaço, um pedaço de parede caída há cerca de um mês, com o acesso proibido pela proteção civil, limitando a subida aos vários visitantes e, nem isso foram capazes de resolver?
Quando se vai dar início às anunciadas obras no Largo da Batalha, cujo parque automóvel está parcialmente restringido há cerca de duas semanas?
Quando se pensa em começar a reorganizar a zona envolvente ao Bar da Riviera, nomeadamente junto ao passadiço, que já oferece algum receio aos pedonais?
Vamos continuar a anunciar a vinda de visitantes para as festas da Praia na “Feira da Alegria” e continuar com um parque de campismo sem as mínimas condições, junto ao Paul da Praia?
Nem vou falar neste momento, da requalificação da casa Dr. Eugénio, Terceira Tech Island, descida gradual dos parquímetros, porque são temas já demasiadamente badalados, mas colocados de lado…
A Feira da Alegria” promovida pelo erário público, não pode ser apenas um centro de anúncios, acrescentado por um comes e bebes, para onde se leva a equipa quase toda…
Tem de ser essencialmente um projeto de retorno e de valor acrescentado, para quem aqui fica, a ver os seus impostos a suportarem o evento…
Fernando Mendonça
