
O Secretário Regional do Ambiente e Ação Climática, Alonso Miguel, defendeu esta sexta-feira, dia 27 de fevereiro, que o Geoparque Açores representa um “extraordinário ativo turístico e um catalisador do desenvolvimento económico e social” do arquipélago. O governante falava numa mesa-redonda promovida pelo Geoparque Açores no âmbito da BTL, em Lisboa, subordinada ao tema “9 Ilhas – 1 Geoparque: Uma Estratégia Integrada para o Turismo Sustentável dos Açores”.
De acordo com uma nota de imprensa divulgada esta sexta-feira pela Secretaria Regional do Ambiente e Ação Climática, Alonso Miguel participou num debate que reuniu representantes da Direção Regional do Turismo, da Associação de Municípios da Região Autónoma dos Açores e da GEOAÇORES, estrutura de gestão do Geoparque. A sessão centrou-se no papel da classificação da UNESCO enquanto instrumento de sustentabilidade, coesão territorial e desenvolvimento equilibrado das nove ilhas.
Na sua intervenção, o titular da pasta do Ambiente frisou “o extraordinário património natural e cultural dos Açores, que diferencia, valoriza e projeta a Região no exterior”, acrescentando que “essa riqueza nos tem valido um profundo reconhecimento internacional, materializado pela atribuição de diversos galardões e estatutos, entre os quais a integração do Geoparque Açores na rede Mundial de Geoparques da UNESCO, em 2015”.
“Todas estas distinções fortalecem uma imagem de marca de sustentabilidade, que é cada vez mais procurada e valiosa, que representa um extraordinário ativo turístico e um catalisador do desenvolvimento económico e social da Região”, referiu o governante, citado na nota.
Alonso Miguel destacou ainda “a singularidade do Geoparque Açores no panorama internacional, enquanto geoparque arquipelágico, disperso por nove ilhas e pelos fundos marinhos envolventes, com enorme diversidade e riqueza geológica, integrando 122 geossítios, sete dos quais de relevância internacional”. Para o secretário regional, “para além da sua importância do ponto de vista do valor natural, social e cultural, e do contributo em matéria de investigação científica e de educação ambiental, o Geoparque Açores é também um relevante ativo turístico e de projeção da imagem da Região”.
“Trata-se, de facto, de um geoparque especial, que requer uma abordagem integrada e coerente e uma gestão robusta, capaz de afirmar a unidade do território, consolidar a sua identidade comum e potenciar o seu posicionamento nacional e internacional”, vincou.
COMPROMISSO DO GOVERNO E RECUPERAÇÃO DO “CARTÃO VERDE”
No seu discurso, o governante recordou que o compromisso do Executivo com o Geoparque se tornou particularmente evidente em 2022, quando a Secretaria Regional do Ambiente e Ação Climática assumiu a presidência da GEOAÇORES. Esta decisão surgiu na sequência das recomendações da UNESCO, decorrentes de uma avaliação referente ao quadriénio 2017-2021, que culminou com a atribuição de um “cartão amarelo”.
“Esse reforço estratégico e operacional permitiu recuperar o ‘cartão verde’ da UNESCO, assegurando a manutenção do estatuto internacional por mais quatro anos, traduzindo um sinal inequívoco de compromisso e do reconhecimento do Governo Regional quanto à centralidade do Geoparque na estratégia ambiental e territorial do arquipélago”, valorizou.
Segundo a nota de imprensa, Alonso Miguel reforçou que a tutela tem assegurado “um compromisso firme com o Geoparque Açores, expresso tanto no plano político como no plano operacional”, garantindo anualmente “a sustentabilidade financeira da GEOAÇORES, através de um contrato-programa que assegura estabilidade, previsibilidade e capacidade de execução”.
Para além do financiamento, o secretário regional destacou “a disponibilização de recursos humanos em todas as ilhas, através de um protocolo de cooperação, a articulação constante com os Parques Naturais de Ilha e a colaboração dos vigilantes da natureza para assegurar monitorização dos geossítios, bem como o reforço científico assegurado pela ligação direta entre a coordenação do Geoparque e a área de geoconservação da própria Secretaria”.
EDUCAÇÃO AMBIENTAL E FUTURO DO GEOPARQUE
O governante salientou ainda “a importância da integração das delegações de ilha do Geoparque Açores nos centros de interpretação ambiental geridos pela Região, para aproximar a comunidade e os visitantes do património geológico e cultural do arquipélago”, destacando que “o trabalho de renovação e atualização de conteúdos tem reforçado o papel pedagógico das estruturas”.
No campo da educação, Alonso Miguel recordou que a integração do programa educativo do Geoparque Açores (PEGAz) na Oferta de Atividades de Sensibilização Ambiental Escolar (OASAE), disponibilizada anualmente a todas as escolas da Região, dá “um importante contributo em matéria de literacia ambiental, designadamente no que se refere à valorização do património geológico e à resiliência territorial”.
“O Geoparque Açores deve ser entendido como uma plataforma concreta e ativa de desenvolvimento sustentável, capaz de promover literacia ambiental, qualificar a oferta turística, diversificar a procura, distribuir melhor os fluxos de visitantes e reforçar a identidade territorial”, disse o titular da pasta.
A concluir a sua intervenção, o Secretário Regional afirmou que “a tutela continuará a assegurar liderança, visão e suporte técnico ao Geoparque Açores, reforçando o seu papel enquanto pilar da sustentabilidade regional, da valorização do património natural e cultural e da coesão entre as nove ilhas”.
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