A Secretária Regional do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas, Berta Cabral, defendeu quinta-feira, na BTL, em Lisboa, a importância de afirmar os Açores como destino turístico inclusivo, sublinhando que a acessibilidade é hoje um fator determinante para a competitividade dos destinos e para a qualidade da experiência dos visitantes.
Segundo uma nota de imprensa divulgada sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026, pela Secretaria Regional do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas, a governante participou no Talk Turismo Inclusivo, integrado na edição deste ano da Better Tourism Lisbon Travel Market (BTL), que decorre na Feira Internacional de Lisboa (FIL), no Parque das Nações.
Na sua intervenção, Berta Cabral salientou o compromisso do Governo dos Açores em preparar a Região para receber todos os visitantes “com autonomia, segurança e conforto”. A responsável destacou que o turismo inclusivo “não beneficia apenas pessoas com deficiência, mas também idosos, famílias com carrinhos de bebé, pessoas com limitações temporárias e cuidadores”, reforçando que a acessibilidade deve ser entendida como um elemento estruturante da oferta turística.
De acordo com a nota de imprensa, o conceito de turismo inclusivo abrange áreas como infraestruturas adaptadas — rampas e elevadores —, comunicação acessível, incluindo braille e linguagem simples, e atendimento especializado, garantindo que as experiências turísticas estejam ao alcance de todos.
A governante referiu ainda que transporte adaptado, alojamento sem barreiras, praias, museus e outras atrações acessíveis são elementos-chave para assegurar a plena inclusão, representando simultaneamente uma oportunidade de crescimento económico, face à crescente procura por destinos universalmente acessíveis.
Berta Cabral destacou também o trabalho desenvolvido no âmbito da Estratégia Regional para a Inclusão da Pessoa com Deficiência da Região Autónoma dos Açores, implementada pela Direção Regional para a Promoção da Igualdade e Inclusão Social. Este instrumento define prioridades e ações concretas para eliminar barreiras físicas, comunicacionais e atitudinais, promovendo a igualdade de oportunidades em áreas como cultura, desporto, lazer e turismo.
No setor turístico, a nota de imprensa refere a realização, em 2023, de uma auditoria a cerca de 100 equipamentos e recursos turísticos, em parceria com a CRESAÇOR, no âmbito do levantamento da oferta turística acessível. Foram elaborados e entregues relatórios às entidades gestoras, com identificação de necessidades de melhoria, estando a informação recolhida a ser integrada gradualmente no Portal do Turismo dos Açores. Está prevista a repetição deste levantamento, mediante disponibilidade orçamental.
Ao nível da capacitação, foram promovidas formações dirigidas a operadores turísticos, designadamente o Curso “Turismo Inclusivo – Pedestrianismo” e o Curso “Turismo Inclusivo nas Atividades Turísticas”, com o objetivo de dotar os profissionais de ferramentas para o desenvolvimento de ofertas acessíveis e experiências ajustadas às necessidades de todos os visitantes.
Encontram-se ainda em desenvolvimento dois trilhos acessíveis/sensoriais: um na ilha Terceira, com um percurso de 1,6 quilómetros entre a Lagoa das Patas e os Viveiros da Falca, e outro na ilha de São Miguel, na Lagoa das Furnas, com cerca de 1,5 quilómetros, incluindo pavimentos sensoriais e estruturas em madeira de criptoméria.
“Um destino acessível é um destino mais justo, mais competitivo e preparado para o futuro”, afirmou Berta Cabral, citada na nota de imprensa, garantindo que os Açores continuarão a investir na inclusão como pilar estratégico do desenvolvimento turístico regional.
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