
A saída da Ryanair dos Açores, prevista para março de 2026, poderá representar um impacto económico anual entre 140 e 160 milhões de euros, segundo um estudo divulgado ontem, 25 de fevereiro, pela Câmara do Comércio e Indústria de Ponta Delgada (CCIPD).
A redução da operação da companhia aérea low‑cost na Região poderá traduzir‑se numa quebra significativa do fluxo turístico, com menos visitantes e menos dormidas, alerta a CCIPD. A estimativa consta de uma nota publicada pela instituição nas suas redes sociais, com base num estudo levado a cabo pela associação representativa dos comerciantes e industriais.
De acordo com o estudo, a diminuição da procura turística poderá provocar uma quebra do Produto Interno Bruto regional entre 1,5% e 1,7%, o que corresponde a cerca de 80 a 105 milhões de euros anuais. Este impacto, sublinha a CCIPD, poderá absorver “uma parte significativa do crescimento económico previsto para 2026”, condicionando o desempenho global da economia açoriana.
O documento destaca ainda que a acessibilidade aérea é “um fator essencial para a competitividade dos Açores”, defendendo a necessidade de uma estratégia estável e de longo prazo para as ligações aéreas. Essa estabilidade, refere a CCIPD, é fundamental para garantir a sustentabilidade do turismo e do desenvolvimento económico da Região.
A associação empresarial disponibilizou o estudo completo através do link partilhado na mesma nota. Aceda ao estudo aqui.
© CCIPD | Imagem: CCIPD | PE
