
A deputada Hélia Cardoso, do Chega/Açores, reuniu-se com a Junta de Freguesia de Vila Nova para avaliar as preocupações locais relativas ao encerramento da estrada de acesso ao Porto de Pescas, decisão tomada pela Direção Regional das Pescas e que o partido considera carecer de diálogo e explicações claras.
A deputada regional Hélia Cardoso deslocou-se recentemente à freguesia de Vila Nova, para uma reunião com o executivo da Junta de Freguesia, com o objetivo de conhecer no terreno as principais preocupações da autarquia relativamente ao encerramento da estrada de acesso ao Porto de Pescas. A informação foi divulgada pelo Chega/Açores através de uma nota de imprensa emitida no sábado, 21 de fevereiro.
Segundo o comunicado, a decisão da Direção Regional das Pescas de encerrar o acesso rodoviário à infraestrutura está a gerar apreensão entre os utilizadores e responsáveis locais. O partido recorda que o Governo Regional investiu, há poucos anos, cerca de 600 mil euros na requalificação do porto, que serve não apenas a pesca profissional e lúdica, mas também atividades como mergulho, paddle e outras práticas náuticas. Em situações de mau tempo, o porto é igualmente descrito como “abrigo fundamental” na costa norte da ilha, devido à sua configuração geográfica.
O Chega/Açores sublinha ainda que o Porto da Vila Nova “é mais do que uma simples infraestrutura”, assumindo um papel estratégico na economia local, no turismo e na vida social da freguesia. O comunicado destaca que o espaço acolhe eventos tradicionais, como a Festa e Procissão de Nossa Senhora da Ajuda e uma tourada integrada na identidade cultural da comunidade.
Para o partido, o encerramento do acesso, “sem diálogo claro e sem soluções alternativas visíveis”, levanta “sérias preocupações”. A nota de imprensa critica a utilização de dinheiros públicos para, pouco tempo depois, se limitar o acesso a um equipamento considerado essencial para pescadores, associações e população em geral.
O Chega garante que continuará a acompanhar de perto o processo, exigindo “transparência, explicações e, acima de tudo, soluções que salvaguardem os interesses da população da Vila Nova e da ilha Terceira”. O partido defende que o desenvolvimento das freguesias “não pode ser travado por decisões tomadas em gabinete, longe da realidade de quem vive e trabalha no terreno”.
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