AÇORES REGISTAM MELHORIAS NOS INDICADORES DE DROGAS E ÁLCOOL

Os Açores apresentam uma evolução favorável nos indicadores relativos ao consumo de drogas e álcool, segundo os Relatórios Anuais 2024 divulgados pelo Instituto para os Comportamentos Aditivos e Dependências (ICAD). A informação foi destacada ontem, quinta-feira, 19 de fevereiro, em nota de imprensa da Secretaria Regional da Saúde e Segurança Social, que sublinha uma trajetória sustentada de melhoria na Região.

De acordo com a nota de imprensa da Secretaria Regional da Saúde e Segurança Social, os mais recentes dados do Relatório Anual 2024 – A Situação do País em Matéria de Drogas e Toxicodependências e do Relatório Anual 2024 – A Situação do País em Matéria de Álcool, publicados pelo ICAD, confirmam que a Região Autónoma dos Açores “se encontra num caminho sustentado de melhoria e de reforço das respostas públicas”.

No domínio das drogas, os Açores figuram entre as regiões do país com menores prevalências de consumo recente de qualquer droga na população entre os 15 e os 74 anos, acompanhando a tendência nacional de descida. A Região registou ainda a descida mais expressiva do consumo recente de outras drogas que não canábis face ao ano anterior, indicador que, segundo a tutela, evidencia a eficácia das políticas de prevenção, dissuasão e tratamento implementadas.

Relativamente ao álcool, os dados revelam igualmente sinais positivos. Os Açores foram uma das poucas regiões do país a apresentar descidas simultâneas na embriaguez severa recente nas faixas etárias dos 15-74 anos e dos 15-34 anos. Verificou-se também uma redução nos consumos de risco elevado, nocivo ou dependência, colocando a Região entre aquelas que registam evolução favorável neste domínio.

Apesar de, em 2024, os internamentos hospitalares relacionados com o consumo de álcool terem totalizado 790 casos — mais 36 do que em 2023 —, a Secretaria Regional sublinha que este valor representa uma redução significativa face a 2019, ano em que se registaram 1.026 internamentos.

No que respeita à taxa total de internamentos hospitalares devido ao consumo de álcool, 2024 fixou-se nos 3,10%, a mais baixa de sempre na Região desde que há registo.

Segundo dados do ICAD citados na nota, os Açores deixaram igualmente de ser a região do país com maior taxa de mortalidade por doenças atribuíveis ao álcool, tendo esta descido de 37,3% em 2022 para 29,1% em 2023. Também os anos potenciais de vida perdidos por doenças atribuíveis ao álcool registaram uma melhoria expressiva, passando de 943 anos em 2022 para 685 em 2023. A taxa regional diminuiu de 444,9 para 322,6, deixando a Região de ocupar a posição mais elevada a nível nacional.

A Secretaria Regional da Saúde e Segurança Social destaca que estes resultados refletem o impacto do investimento contínuo na prevenção, tratamento e redução de riscos, salientando o trabalho desenvolvido pela Direção Regional de Prevenção e Combate às Dependências no âmbito da Task Force Açores. A criação de duas Equipas Especializadas de Prevenção tem permitido, segundo a tutela, assegurar intervenções mais consistentes e territorialmente equilibradas em todo o arquipélago.

Ainda assim, a Secretaria reconhece que “permanece um longo caminho a percorrer”, designadamente no reforço das políticas de prevenção, das respostas de tratamento e da articulação entre parceiros, com vista à consolidação e aprofundamento dos progressos alcançados.

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