GOVERNO DOS AÇORES REFORÇA INTERVENÇÃO APÓS VÁRIAS DERROCADAS NO ARQUIPÉLAGO

O Governo Regional dos Açores, através da Secretaria Regional do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas, mantém uma monitorização contínua e intervenção direta face às múltiplas derrocadas registadas nas últimas semanas em várias ilhas. O mau tempo, marcado por chuva torrencial e ventos fortes, tem provocado deslizamentos de terra, com os casos mais críticos a verificarem-se em São Miguel e no Pico, obrigando à mobilização permanente de equipas de desobstrução de vias para garantir a segurança de pessoas e bens.

As condições meteorológicas severas que assolam o arquipélago têm colocado à prova as infraestruturas rodoviárias. Segundo uma nota de imprensa enviada quinta-feira, 12 de fevereiro, pela Secretaria Regional dos Assuntos Parlamentares e Comunidades, as situações de maior gravidade ocorreram na ligação entre as Furnas e a Povoação (São Miguel) e na freguesia das Ribeiras (Pico). Mais recentemente, na madrugada de quinta-feira, uma derrocada na estrada de Água d’Alto exigiu uma resposta imediata das equipas de terreno para a reposição da circulação.

De acordo com o comunicado oficial, a Direção Regional das Obras Públicas (DROP) mantém um protocolo de ativação preventiva. Sempre que é emitido um aviso meteorológico, são mobilizadas equipas em todas as ilhas para assegurar a rapidez na desobstrução de vias afetadas por aluimentos.

O Governo dos Açores destacou o esforço dos profissionais envolvidos, referindo que estas equipas têm trabalhado de forma “intensa e ininterrupta”, muitas vezes sob condições “muito adversas”. No caso específico da estrada Furnas-Povoação, os trabalhos de limpeza e monitorização do trânsito decorreram dia e noite. “É um esforço que o Governo dos Açores louva de forma enfática, reconhecendo a dedicação e o sacrifício pessoal dos vários elementos”, sublinha a nota de imprensa.

A operação tem contado com a colaboração estreita das Comissões de Proteção Civil Municipal, num trabalho de cooperação operacional que a tutela considera essencial nestes períodos críticos.

As derrocadas, que incluem deslizamentos de terra e quedas de rochas, são descritas pela Secretaria Regional como um dos perigos naturais mais frequentes e destrutivos na região. Esta vulnerabilidade deve-se à combinação da natureza geológica vulcânica das ilhas, à forte inclinação das vertentes e aos episódios de precipitação intensa, fatores que, em conjunto, elevam o risco para as populações e infraestruturas.

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