
Vamos a ver se a gente se entende. Em 2021 a coligação eleita por maioria, assume a responsabilidade da Autarquia da Praia da Vitória. Achando que havia irregularidades com o elenco anterior, mandou fazer uma auditoria, cujo resultado nunca cheguei a saber bem qual foi, nem quanto se gastou nesse processo! Acresce ainda, que aquando da entrada em funções do executivo da coligação, o processo de internalização da PM e da SPDCPV na CPC estava em andamento, mas ainda não se encontrava totalmente concluído. Não aceitando dar continuidade a este modelo de internalização na CPC, o qual não requeria visto pelo Tribunal de Contas, mas insistindo em fazê-la diretamente para a CMPV, acabou criando este imbróglio, do qual agora, com a dificuldade em se livrar, acusa como se foi habituando durante todo o mandato, o elenco governativo do PS, do qual não defendo os vários erros cometidos, mas dêmos, como diz o povo, o seu a seu dono…
Levou-se quatro anos a trabalhar só no sentido de endireitar as contas, deixando por isso de se cumprir o manifesto eleitoral na sua maioria! Na prática, passaram-se todos os referidos quatro anos a tentar saldar a dívida, que aparentemente pouco reduziu, não fazendo quase nada de novo, exceto reduzir funcionários e tentar acabar com as empresas municipais, nomeadamente a Praia Cultural e suas agregadas. Na minha perspetiva podia-se ter seguido por outro caminho, mas se acertar as contas foi a opção da coligação, de modo a que, quem viesse a seguir tivesse uma situação mais estável, poder-se-ia aceitar, embora com algumas restrições.
O meu desacordo total começa, quando se conhece o problema, aparentemente ainda não é conclusiva a decisão do Tribunal de Contas e, faz-se uma campanha para um novo ciclo, revelando confiança no futuro, contas certas e atribuição de projetos a serem realizados, se por acaso fosse essa a vontade do povo.
E o povo escolheu, porque acreditou que a experiência e a situação de conforto criada e anunciada pela equipa anterior, seria a melhor solução para a Praia da Vitória.
Entretanto nós munícipes, alheios a essas estratégias políticas, que só prejudicam o povo, somos bombardeados com uma notícia de tamanha gravidade, não só na Assembleia Municipal, como também na Comunicação Social.
Concluindo: O PS, dizem que deixou uma pesada herança, a coligação não a soube resolver nos quatro anos do seu mandato, nomeadamente concluindo o PDM, porta de entrada para aquisição de apoios europeus e, a respetiva internalização, passo a passo como sugerido, refugiando-se continuamente nos erros do passado e omitindo a realidade dos factos, concorre a novo mandato, ganha as eleições e quatro meses depois, decide revelar que afinal a “Maria Patroa, continuava na mesma, que a Maria empregada”! Voltando à mesma retórica, de a culpa foi toda da Empregada…
Fernando Mendonça
