ATRASO NO CENTRO DE DIA DA VILA NOVA AMEAÇA RESPOSTAS SOCIAIS

A Junta de Freguesia da Vila Nova alertou para o impacto do atraso na abertura do Centro de Dia local, cuja falta de acordo de cooperação com o Instituto de Segurança Social dos Açores tem condicionado respostas sociais essenciais no concelho da Praia da Vitória.

A Junta de Freguesia da Vila Nova denunciou, através de uma publicação divulgada ontem, 4 de fevereiro, na sua página oficial de Facebook — hoje consultada pelo Praia Expresso — o prolongado atraso na abertura do Centro de Dia da freguesia, uma situação que, segundo a autarquia, está a comprometer o apoio social prestado à comunidade.

De acordo com a publicação, o Centro Comunitário da Vila Nova reuniu, na passada terça‑feira, 3 de fevereiro, com a Junta de Freguesia para expor “a situação em que se encontra o licenciamento e o acordo de cooperação com a Segurança Social (ISSA), que tarda em acontecer, essencialmente por falta de verbas”.

A obra, realizada com financiamento obtido através de uma candidatura à GRATER e com recursos próprios, contou com a concordância do Instituto de Segurança Social dos Açores. O novo Centro de Dia encontra‑se concluído e “pronto a abrir as portas há um ano”, mas continua dependente da assinatura do acordo de cooperação, requisito indispensável para o seu funcionamento.

A Junta sublinha que a ausência deste acordo “tem impedido a abertura do Centro de Dia, comprometendo uma resposta social essencial para a comunidade de Vila Nova e, por extensão, para o concelho da Praia da Vitória”.

O prolongamento da situação tem gerado “grande desagrado e desilusão” na direção do Centro Comunitário do Espírito Santo de Vila Nova, que admite ponderar não se recandidatar às eleições marcadas para abril deste ano. Tal decisão, alerta a publicação, poderá afetar “cerca de 500 beneficiários efetivos”, além de colocar em risco “22 postos de trabalho”.

A Junta de Freguesia considera que o problema exige “uma resolução imediata e urgente”, de forma a garantir que os corpos sociais do Centro Comunitário possam continuar a cumprir a sua missão de apoio e bem‑estar à população, como têm feito nos últimos anos.

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