
O Secretário Regional do Ambiente e Ação Climática, Alonso Miguel, participou numa sessão educativa de observação de aves no Paul da Pedreira, na ilha Terceira, integrada nas comemorações do Dia Mundial das Zonas Húmidas e do Dia Nacional do Vigilante da Natureza, sublinhando a importância ecológica, social e económica destes ecossistemas.
Segundo a nota de imprensa divulgada esta terça-feira, 3 de fevereiro, pela Secretaria Regional do Ambiente e Ação Climática, a iniciativa decorreu na segunda-feira e consistiu num percurso interpretativo dinamizado pelos vigilantes da natureza, envolvendo uma turma de 20 crianças do pré-escolar do Colégio “O Gu e a Tita”, da Praia da Vitória.
A ação teve como objetivo reforçar a importância da preservação das zonas húmidas e alertar para o papel dos vigilantes da natureza, inserindo-se num programa alargado de educação e sensibilização ambiental a desenvolver em todas as ilhas dos Açores, entre 21 de janeiro e 5 de fevereiro.
Citado na nota de imprensa, Alonso Miguel referiu que, para assinalar estas efemérides, a Secretaria Regional do Ambiente e Ação Climática preparou “um extenso conjunto de ações educativas e de atividades de sensibilização ambiental”, que incluem palestras, saídas de campo, visitas a centros ambientais, ações de limpeza de espaços públicos, atividades de restauro ecológico, percursos interpretativos e observação de aves em zonas húmidas. Estas iniciativas envolvem crianças e jovens de diferentes níveis de ensino e o público em geral, “contando com a imprescindível participação dos nossos Vigilantes da Natureza, em articulação com os Serviços de Ambiente e Ação Climática das nove ilhas”.
O governante sublinhou ainda que “as zonas húmidas constituem ecossistemas de elevado valor ecológico, ambiental, paisagístico e social”, prestando serviços fundamentais ao bem-estar das populações, nomeadamente na regulação do ciclo hidrológico, na proteção da biodiversidade, na recarga de aquíferos e na mitigação dos efeitos das alterações climáticas.
Alonso Miguel acrescentou que, por serem “verdadeiros hotspots de biodiversidade”, as zonas húmidas são locais privilegiados para a observação de aves, uma atividade com procura crescente nos Açores e que representa “um importante ativo turístico, com relevância económica”.
Na mesma nota de imprensa, o secretário regional recorda que os Açores contam com 13 zonas húmidas classificadas como de Importância Internacional ao abrigo da Convenção de Ramsar, abrangendo cerca de 13 mil hectares. Destacou ainda os projetos estruturantes de conservação da natureza em curso, nomeadamente os projetos LIFE, com particular referência ao LIFE IP AZORES NATURA, que dispõe de uma dotação superior a 19 milhões de euros para investimento na proteção e recuperação das áreas integradas na Rede Natura 2000, onde se incluem as zonas húmidas classificadas como Sítios Ramsar.
Segundo Alonso Miguel, “a proteção das zonas húmidas é uma prioridade estratégica da política ambiental regional”, não apenas pelo seu valor ecológico e paisagístico, mas também pelo seu valor educativo, cultural e social, considerando essencial “o envolvimento ativo dos Vigilantes da Natureza nas ações de sensibilização”.
No âmbito do Dia Nacional do Vigilante da Natureza, o governante fez ainda “um justo reconhecimento pelo papel fundamental que estes profissionais desempenham na conservação da natureza”, afirmando que são “a primeira linha de defesa da qualidade ambiental e do singular património natural dos Açores”.
Por fim, Alonso Miguel salientou que o Governo Regional tem vindo a reforçar os meios humanos e operacionais afetos a este corpo, destacando o processo de contratação de mais 12 vigilantes da natureza e um investimento global superior a um milhão de euros em viaturas, embarcações, maquinaria, drones, fardamento e equipamentos técnicos, complementado por formação especializada. Investimentos que, segundo o responsável, reforçam a capacidade de intervenção no terreno e demonstram “o compromisso firme do Governo Regional para com a proteção do ambiente e o desenvolvimento sustentável da Região”.
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