PRESIDENTE DA CÂMARA DA PRAIA DA VITÓRIA DEFENDE FIABILIDADE NO TRANSPORTE MARÍTIMO DE MERCADORIAS NOS AÇORES

A presidente da Câmara Municipal da Praia da Vitória defendeu, na sexta-feira, a necessidade de um modelo de transporte marítimo de mercadorias nos Açores assente na fiabilidade e previsibilidade, considerando que estas são condições essenciais para o desenvolvimento económico regional.

De acordo com uma nota de imprensa divulgada neste mesmo dia, 30 de janeiro de 2026, pelo Gabinete de Comunicação da Câmara Municipal da Praia da Vitória, Vânia Ferreira interveio no seminário sobre transportes marítimos promovido pela Câmara do Comércio e Indústria de Angra do Heroísmo, que decorreu no Auditório da Escola Profissional da Praia da Vitória.

Na sua intervenção, a autarca sublinhou que cada “empresa ou consumidor tem de ter a certeza da data da chegada da sua mercadoria”, alertando para os riscos associados a ruturas no abastecimento e aos prejuízos provocados por atrasos na exportação de bens. “A nossa visão é clara: os Açores precisam de um modelo de transporte marítimo de mercadorias que garanta previsibilidade e fiabilidade. Entendemos ser este o foco central da discussão”, afirmou.

Segundo Vânia Ferreira, o desenvolvimento da economia local e regional depende diretamente da existência de uma rede de transportes que assegure a adequada circulação de mercadorias. A presidente da autarquia reconheceu que esta é uma “evidência clara”, mas que, por vezes, “parece esbatida por outros interesses”, referindo as queixas que têm sido transmitidas ao município. “Sendo um sentimento, pode não ser justo, é certo. Mas a dimensão das queixas leva-nos a pensar assim”, considerou.

A responsável municipal levantou ainda várias questões sobre o futuro do modelo de transporte marítimo de mercadorias na Região, nomeadamente a necessidade de reforço das rotas, a introdução de novos mecanismos de compensação pelos custos decorrentes da realidade arquipelágica e o eventual aumento do número de operadores, beneficiando de uma concorrência saudável. Admitiu também que a dinamização da cabotagem interna e a coexistência entre contentorização e paletização possam integrar a solução. “Mas terão que ser os especialistas no assunto a avaliar e testar essas hipóteses. Ao poder político cabe colher contributos e decidir”, frisou, reiterando que a fiabilidade do sistema deve ser o objetivo central.

A presidente da Câmara Municipal da Praia da Vitória destacou ainda a notícia da ampliação do cais do Porto da Praia da Vitória, que lhe conferirá valências multiusos, defendendo que esta empreitada deve suscitar uma reflexão sobre a alteração do atual modelo de transportes marítimos. “No caso da Praia da Vitória, que conta com uma infraestrutura onde é evidente o subaproveitamento, parece-nos indubitável que o seu uso como plataforma giratória de cargas no grupo central pode ser uma oportunidade ou uma possível solução”, afirmou, citada na nota de imprensa.

Relativamente ao transporte marítimo de passageiros, Vânia Ferreira defendeu um reforço equilibrado das ligações interilhas e voltou a reivindicar o aumento das escalas de navios de cruzeiro na Praia da Vitória. A autarca considerou que “faz todo o sentido que os Açores se afirmem no mercado de cruzeiros como espaço com duas áreas de acesso a navios de cruzeiro”, rejeitando visões centralizadoras dos fluxos, tanto no tráfego de mercadorias como no de passageiros.

“É uma reivindicação ao Governo dos Açores e à Portos dos Açores que renovamos. E fá-lo-emos sempre que for oportuno”, concluiu a presidente da Câmara Municipal da Praia da Vitória, segundo a nota de imprensa que serve de base a esta informação.

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