AÇORES AUMENTAM ÁREA ARBORIZADA EM 2025 E REFORÇAM APOSTA NA RECUPERAÇÃO FLORESTAL

A Região Autónoma dos Açores registou, em 2025, um crescimento de 16,8% na área arborizada, totalizando 141,5 hectares de novas intervenções, segundo nota de imprensa divulgada terça-feira pela Secretaria Regional da Agricultura e Alimentação.

A área arborizada nos Açores voltou a crescer em 2025, com um aumento de 16,8% face ao ano anterior, alcançando cerca de 141,5 hectares de novas plantações. Os dados, avançados pela Secretaria Regional da Agricultura e Alimentação através de uma nota de imprensa divulgada na terça‑feira, 27 de janeiro, refletem, segundo o Secretário Regional António Ventura, “o compromisso firme do Governo Regional com a recuperação e valorização do património florestal açoriano”.

O governante, citando informação da Direção Regional dos Recursos Florestais e Ordenamento Territorial, sublinha que o reforço da rearborização confirma “um caminho de gestão ativa das nossas florestas que reforça simultaneamente a sua resiliência ambiental e a sua importância económica”.

Em 2025, os Viveiros Florestais da Região cederam 493.568 plantas. As empresas e entidades particulares foram responsáveis por cerca de 73,7 hectares de arborização, um número considerado expressivo num ano de transição entre quadros comunitários. António Ventura antecipa que, com a entrada em vigor dos apoios do PEPAC, “haja um incremento significativo das áreas arborizadas por entidades privadas”, sobretudo através da florestação de pastagens marginais, contribuindo para aumentar a taxa de arborização do arquipélago, atualmente nos 31%.

O Governo Regional interveio diretamente em cerca de 60 hectares, recorrendo a meios próprios e a parcerias, com grande parte das ações associadas à gestão dos Perímetros Florestais públicos ou a projetos comunitários, incluindo iniciativas cofinanciadas pelo programa LIFE. Autarquias, associações e coletividades contribuíram ainda com cerca de 7,8 hectares de novas plantações.

A estratégia de plantação variou consoante os objetivos definidos para cada área. A criptoméria manteve-se como espécie dominante para produção florestal, ocupando aproximadamente 70 hectares. Já nas zonas destinadas à conservação e recuperação da biodiversidade, privilegiaram-se espécies nativas, como cedro‑do‑mato, louro, ginja e azevinho, num total de 178.551 plantas distribuídas por 40 hectares.

António Ventura destaca que este reforço da rearborização integra “uma estratégia ampla de adaptação às alterações climáticas, de proteção dos solos e de regulação hídrica”, apoiada numa seleção criteriosa das espécies. O governante assinala ainda a utilização de espécies ornamentais, como carvalhos e camélias, para qualificação paisagística de espaços públicos.

As intervenções realizadas em 2025 inserem‑se num esforço mais vasto de recuperação de áreas degradadas, aumento da produtividade florestal, valorização dos serviços dos ecossistemas e construção de uma paisagem mais diversificada e resiliente, capaz de responder aos desafios climáticos que afetam o território açoriano.

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