
A Secretaria Regional do Ambiente e Ação Climática assinalou, na segunda‑feira, 26 de janeiro, o Dia Mundial da Educação Ambiental, destacando o papel central da literacia ambiental e das ações de sensibilização na construção de uma sociedade mais consciente e preparada para os desafios climáticos, segundo nota de imprensa divulgada ontem.
A Secretaria Regional do Ambiente e Ação Climática celebrou o Dia Mundial da Educação Ambiental sublinhando que a formação e a sensibilização ambiental são “instrumentos essenciais para a construção de um futuro mais sustentável”. A informação consta de uma nota de imprensa divulgada esta terça‑feira, 27 de janeiro, na qual o Secretário Regional do Ambiente e Ação Climática, Alonso Miguel, reforça que “a literacia ambiental é um dos pilares fundamentais da missão” do departamento que tutela.
Instituído em 1975, no âmbito da Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente, o Dia Mundial da Educação Ambiental mantém-se como um marco global para a promoção do papel transformador da educação na preservação do planeta, alinhado com os objetivos da Agenda 2030.
Alonso Miguel realça que a educação ambiental é “uma responsabilidade partilhada”, determinante para formar cidadãos informados e comprometidos. “As escolas desempenham um papel essencial na formação de cidadãos preparados para exercer uma cidadania ativa, crítica e comprometida com o futuro do planeta”, afirmou.
Segundo o governante, o Governo Regional dos Açores tem desenvolvido “uma estratégia integrada de promoção, sensibilização e educação ambiental”, assumindo esta área como fundamental na resposta às alterações climáticas, na promoção de comportamentos sustentáveis e no reforço da resiliência das comunidades.
Entre as iniciativas destacadas está a Oferta de Atividades de Sensibilização Ambiental Escolar (OASAE), dirigida anualmente a todas as escolas da Região. Para o ano letivo 2025/2026, a OASAE integra 65 atividades, que incluem percursos interpretativos, ações de controlo de espécies invasoras, plantação de espécies nativas, jogos pedagógicos, sessões lúdico‑didáticas, iniciativas do Açores Geoparque Mundial da UNESCO, das Reservas da Biosfera e dos projetos LIFE, além de visitas aos Centros Ambientais das nove ilhas.
“A oferta apresenta um leque diversificado de atividades”, referiu Alonso Miguel, destacando temáticas como conservação da natureza, património natural e cultural, geodiversidade, alterações climáticas, recursos hídricos, resíduos e economia circular. Desde 2022, ano de implementação da OASAE, já foram dinamizadas mais de 3.500 atividades, envolvendo cerca de 80 mil jovens.
A Rede de Centros de Interpretação Ambiental dos Açores, composta por 19 infraestruturas distribuídas pelas nove ilhas, assume igualmente um papel estratégico. Estes centros têm como missão divulgar áreas protegidas, habitats e espécies de elevado valor ecológico, bem como geossítios e outros elementos de interesse ambiental. Em 2025, registaram mais de 420 mil visitantes, número que o Secretário Regional considera “muito interessante”, refletindo o impacto da rede na aproximação dos cidadãos à natureza.
A nota de imprensa destaca ainda a coordenação da 16.ª Semana dos Resíduos dos Açores, integrada na 17.ª Semana Europeia da Prevenção de Resíduos, que decorreu entre 22 e 30 de novembro de 2025. No total, foram promovidas 114 ações de sensibilização em todas as ilhas: 20 no Pico, 23 em São Miguel, 12 na Terceira, 14 no Faial, nove em Santa Maria, 10 na Graciosa, nove em São Jorge, 12 nas Flores e cinco no Corvo.
As iniciativas abrangeram áreas como limpeza, reutilização, prevenção e redução na fonte, triagem e reciclagem, incluindo um foco específico nos Resíduos de Equipamentos Elétricos e Eletrónicos (REEE). A edição contou com a participação de 143 entidades, entre serviços públicos, autarquias, empresas, operadores de resíduos, escolas, associações e cidadãos.
Para Alonso Miguel, estas ações têm como objetivo “sensibilizar a população para a correta gestão dos resíduos, dar a conhecer os destinos adequados e promover a prevenção e a redução na origem”, contribuindo para diminuir a produção de resíduos em cada ilha.
A Secretaria Regional do Ambiente e Ação Climática reafirma, assim, o compromisso com uma política ambiental baseada no conhecimento, na participação cívica e na sustentabilidade, preparando as gerações presentes e futuras para os desafios ambientais e para um desenvolvimento sustentável dos Açores.
© GRA | Foto: SRAAC | PE
