
O Presidente do Governo dos Açores, José Manuel Bolieiro, afirmou que o Instituto da Vinha e do Vinho dos Açores (IVVA) representa um impulso estratégico para o setor vitivinícola regional, durante a tomada de posse dos seus órgãos dirigentes, segundo nota de imprensa divulgada ontem pela Presidência do Governo Regional.
O Presidente do Governo dos Açores, José Manuel Bolieiro, presidiu na ilha do Pico à cerimónia de tomada de posse dos órgãos dirigentes do Instituto da Vinha e do Vinho dos Açores (IVVA), estrutura que, segundo o governante, existe “antes de tudo, para servir quem produz e transforma o vinho nos Açores”. A informação consta de uma nota de imprensa divulgada esta terça‑feira, 27 de janeiro, pela Presidência do Governo Regional.
Na ocasião, tomou posse o Presidente do IVVA, Cláudio Lopes, marcando o início de um novo ciclo que passa a concentrar num único organismo a coordenação, regulação e execução das políticas públicas do setor vitivinícola. Bolieiro sublinhou a profunda ligação da vitivinicultura à identidade açoriana, lembrando tratar‑se de um património com mais de 500 anos, valorizado nas últimas décadas graças “ao esforço, à persistência e à qualidade do trabalho desenvolvido no terreno”. Um percurso que, afirmou, “honra os Açores e projeta a Região”.
O líder do executivo destacou ainda o trabalho iniciado nos anos 90 com a criação das Denominações de Origem e da Comissão Vitivinícola Regional dos Açores, estruturas que considera determinantes para a qualificação, certificação e promoção dos vinhos açorianos. Este caminho, referiu, permitiu “elevar a qualidade, a notoriedade e a afirmação dos vinhos dos Açores” nos mercados regional, nacional e internacional.
A criação do IVVA surge, segundo Bolieiro, como resposta natural à maturidade alcançada pelo setor, permitindo uma intervenção pública “mais moderna, integrada e eficaz”. O objetivo é garantir “maior coerência, rigor e capacidade de resposta”, assegurando simultaneamente a qualidade, autenticidade e genuinidade dos vinhos produzidos no arquipélago.
O governante enquadrou ainda este percurso no contexto da condição arquipelágica e ultraperiférica dos Açores, reconhecendo que a geografia nem sempre facilita a criação rápida de riqueza. Ainda assim, destacou “a força do carácter” dos açorianos e a sua capacidade de transformar dificuldades em oportunidades, afirmando a vontade de viver, investir e construir futuro na Região.
A Paisagem da Cultura da Vinha da Ilha do Pico, classificada como Património Mundial da UNESCO, foi apontada como exemplo maior da harmonização entre ação humana e natureza. Para Bolieiro, esta paisagem demonstra que “a sustentabilidade ambiental não é um impedimento, mas uma oportunidade”.
No plano do desenvolvimento da ilha do Pico, o Presidente do Governo anunciou um compromisso entre o executivo açoriano e as autarquias locais para a criação de um grupo de trabalho destinado a identificar soluções que minimizem os constrangimentos de acessibilidade aérea. Entre as hipóteses em análise está a ampliação da pista do Aeroporto do Pico, numa estratégia “comum, progressiva e realista”, com recurso a fundos comunitários.
O grupo de trabalho integrará o IVVA, a Associação de Municípios da Ilha do Pico e a SATA, garantindo, segundo Bolieiro, que “o desenvolvimento não hipoteca a identidade”, salvaguardando a Paisagem da Cultura da Vinha e os valores patrimoniais já adquiridos.
A cerimónia contou ainda com a presença do Secretário Regional da Agricultura e Alimentação, António Ventura, do Secretário Regional das Finanças, Planeamento e Administração Pública, Duarte Freitas, do Vice‑Presidente da Câmara Municipal da Madalena, Paulo Marcos, da Presidente da Câmara Municipal das Lajes do Pico, Ana Brum, do Presidente da Câmara Municipal de São Roque do Pico, Luís Silva, e do Presidente do Instituto da Vinha e do Vinho, Francisco Toscano Rico.
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