UNIVERSIDADE DOS AÇORES DEVE “REPENSAR O SEU POSICIONAMENTO”, DEFENDE ARTUR LIMA

O Vice-Presidente do Governo Regional dos Açores, Artur Lima, apelou a uma renovação estratégica da Universidade dos Açores, defendendo que a instituição deve ajustar-se às necessidades atuais e futuras do mercado, durante a cerimónia dos 50 anos da academia, em Angra do Heroísmo. As declarações constam de uma nota de imprensa divulgada esta quarta-feira pela Vice-Presidência do Governo Regional.

O Vice-Presidente do Governo Regional dos Açores, Artur Lima, afirmou na terça-feira, em Angra do Heroísmo, que a Universidade dos Açores deve “repensar o seu posicionamento e foco”, sublinhando a importância de a instituição se adaptar aos desafios contemporâneos. A intervenção ocorreu durante a sessão comemorativa do 50.º aniversário da academia açoriana, fundada em 1976.

Segundo a nota de imprensa divulgada esta quarta-feira pela Vice-Presidência do Governo Regional, Artur Lima recordou que a criação da Universidade, “em pleno Atlântico”, não foi apenas um ato administrativo, mas também um “ato de resistência contra o isolamento e uma afirmação de soberania intelectual”.

Contudo, o governante alertou para a necessidade de reflexão interna, afirmando que, “depois de um longo e ainda em curso inverno académico”, importa “aproveitar este novo momento para repensar o que se fez e o que se quer fazer, não repetindo os mesmos erros do passado”.

Defendendo uma renovação dos quadros da instituição, Artur Lima considerou essencial “contratar os melhores para formar os melhores”, reforçando que a Universidade dos Açores “é capaz de fazer mais e melhor”.

O Vice-Presidente lamentou ainda que, passados 50 anos, “continue a ser necessário explicar a Portugal peninsular e à Europa o que é a Autonomia e a relevância das Regiões Autónomas e Ultraperiféricas”, bem como “o princípio da continuidade territorial e dos direitos dos povos insulares”.

Nesse contexto, destacou que a Universidade serve nove ilhas e mantém presença física em três, o que “implica custos de insularidade que o país deve e tem de reconhecer e compensar”, classificando esta compensação como “uma obrigação do Governo da República”.

Artur Lima sublinhou também o papel do Governo Regional no apoio à academia, afirmando que o executivo “sempre se demonstrou presente, cooperativo e proativo na procura de soluções para a Universidade, no âmbito das suas competências”. Entre as medidas destacadas estão o reforço do apoio à tripolaridade, a cedência de um terreno no Faial para a nova residência universitária, a disponibilização de parte do antigo Centro de Saúde da Horta para serviços do OKEANOS e a futura cedência de edifícios na Terceira para o Hospital Veterinário.

“Cabe agora à Universidade ajustar-se às necessidades atuais e futuras do mercado”, reforçou o Vice-Presidente, apontando como grande desafio para os próximos 50 anos “continuar a ser uma Universidade de proximidade, mas de grande alcance global”.

No encerramento da sua intervenção, Artur Lima afirmou que “a Universidade dos Açores é o maior projeto comum dos açorianos”, desejando que continue a sê-lo, “adaptando o seu lema, a aurora que ilumina o nosso caminho de progresso”.

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