A METÁFORA DAS BENGALAS

As Bengalas são indicadas para utilizadores com lesões nos membros inferiores ou com mobilidade reduzida e, que necessitem de suporte para poderem caminhar com mais segurança.

Existem de vários modelos e preços, consoante o gosto e capacidade económica do individuo. Podem ser de metal, de madeira, simples ou mais aprumadas, inclusive bordadas de prata ou de ouro, se pertencentes à classe média alta ou monárquica.

As Bengalas também podem ser verbais ou linguísticas, usadas frequentemente nos jornais ou nas redes sociais…

Quase sempre usadas por aqueles/as que encontram nesse objeto a forma mais eficaz de atingirem os seus objetivos pessoais.

Todos conhecem a conhecida metáfora ou afirmação, do não sou bengala de ninguém! Pois na política tornou-se o mais frequente… Ora pelos Partidos de menor capacidade de sobrevivência, ora pelos políticos que encontram nas bengalas ou bengalinhas, o modo de elevarem os seus feitos sem terem de dar a cara…

Servir de “Bengala” tornou-se na verdade recorrente! Para compensar o emprego que se adquiriu e sua manutenção, progredir na carreira profissional, ou simplesmente agradar com cada passada que se dá, ou melhor dito, com cada palavra que se escreve, seja sua ou ditada… Àquele conhecido patrocinador dos chamados “Jobs for the boys”.

Lamento simplesmente que algumas “bengalinhas” dos últimos tempos, sejam um qualquer dia lançadas ao desprezo, por alguns “Bengaleiros da nossa praça, quando deixarem de precisar do seu apoio…

Escrevia há dias que consola ser livre, sem teias nem amarras. Apetece-me acrescentar, que também sem Bengalas…

Fernando Mendonça