
O Governo dos Açores entregou um autotanque pesado ao Corpo de Bombeiros de São Roque do Pico, num investimento de cerca de 350 mil euros, reforçando de forma significativa a capacidade de resposta no combate a incêndios no concelho.
A informação foi divulgada sexta‑feira através de uma nota de imprensa da Secretaria Regional do Mar e das Pescas, que detalha que a entrega da nova viatura ocorreu na quinta‑feira, durante a cerimónia do 78.º aniversário da Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de São Roque do Pico.
Na ocasião, o Secretário Regional do Ambiente e Ação Climática, Alonso Miguel, que tutela a Proteção Civil, destacou que “o espírito que esteve na origem da criação desta Associação, há 78 anos, mantém‑se plenamente atual”, sublinhando que este legado deve ser honrado “como compromisso com o presente e com o futuro, assegurando a evolução permanente da capacidade de resposta dos bombeiros”.
O governante salientou a relevância operacional do Corpo de Bombeiros de São Roque do Pico, lembrando que, em 2025, foram registadas 488 ocorrências, número que “traduz a capacidade operacional instalada, a qualidade da liderança, o empenho das equipas e o sentido de dever de todos os que vestem esta farda”.
No plano das políticas públicas, Alonso Miguel enquadrou este investimento numa estratégia de valorização do setor, afirmando que o Governo dos Açores tem “valorizado a profissão de bombeiro como nunca na Região”. Destacou que a base remuneratória da carreira é atualmente de 1.014 euros, “mais 10% do que os valores praticados em Portugal continental”, e que, nos últimos dois anos, se verificou “um aumento superior a 150 euros mensais nos vencimentos na base da carreira”.
O Secretário Regional recordou ainda a criação do modelo de financiamento das Associações Humanitárias de Bombeiros Voluntários, frisando que durante muitos anos “não existiu qualquer política social estruturada dirigida aos bombeiros”. Nesse âmbito, destacou o reforço dos benefícios sociais, referindo que “em dezembro, foram pagos cerca de 180 mil euros em apoios aos bombeiros que cumpriram o serviço operacional”, representando “mais de 400 euros por bombeiro”, e que este mês será iniciada a atribuição dos apoios relativos ao ATL dos filhos dos bombeiros. No total, os benefícios sociais “ultrapassam o meio milhão de euros”.
Ao nível operacional, Alonso Miguel sublinhou que está em curso “um ambicioso plano de renovação de frotas de viaturas vermelhas e amarelas”, num investimento superior a cinco milhões de euros, bem como o reforço do dispositivo de emergência médica pré‑hospitalar. Nos Açores, afirmou, é garantida “uma ambulância por cada 10 mil habitantes”, rácio muito superior ao de outras regiões do país.
O governante destacou também o investimento em Equipamentos de Proteção Individual, com “300 mil euros em ARICAS” entregues no final de 2025, e a atualização do quadro de benefícios sociais, defendendo que “quem é diferente merece um reconhecimento diferenciado”.
Quanto às medidas previstas para o futuro próximo, anunciou a entrega de “mais três viaturas de combate a incêndios, 17 viaturas auto‑comando, 70 monitores desfibrilhadores e mais 12 ambulâncias de socorro”, bem como o investimento em curso no Centro de Formação do SRPCBA, que inclui “a construção de uma torre de treino em altura”.
No caso de São Roque do Pico, Alonso Miguel recordou que, após a entrega de uma ambulância de socorro em 2025, “num investimento superior a 100 mil euros”, a chegada do novo autotanque pesado “consolida esse percurso”, representando um investimento global superior a 450 mil euros no reforço dos meios operacionais deste corpo de bombeiros.
A nota de imprensa acrescenta ainda que, em 2026, a dotação do modelo de financiamento das Associações Humanitárias de Bombeiros Voluntários terá um reforço de 50%, atingindo 750 mil euros. “Contra factos não há argumentos”, afirmou o Secretário Regional, garantindo que “a valorização dos bombeiros não é apenas um discurso, mas uma realidade concreta e visível”.
“O Governo dos Açores continuará ao vosso lado, a reforçar meios, a valorizar carreiras e a assegurar que o sistema regional de Proteção Civil continua moderno, eficiente e digno da confiança que os açorianos depositam nele”, concluiu Alonso Miguel.
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