FORÇA AÉREA APOIOU 460 AÇORIANOS EM MISSÕES AEROMÉDICAS EM 2025

A Força Aérea Portuguesa realizou, em 2025, 349 transportes aeromédicos entre ilhas dos Açores, apoiando diretamente 460 açorianos, no âmbito de um ano em que manteve um dispositivo de prontidão permanente e reforçou a resposta em missões de socorro, transporte médico e salvamento.

De acordo com um comunicado de imprensa divulgado ontem, quinta-feira, 1 de janeiro de 2026, pela Força Aérea Portuguesa, a instituição cumpriu, ao longo de todo o ano de 2025, a sua missão “sem interrupções”, assegurando um dispositivo de prontidão permanente, 24 horas por dia, 365 dias por ano, em todo o território nacional e além-fronteiras.

No total, a Força Aérea apoiou diretamente 931 pessoas em missões de transporte aeromédico, busca e salvamento e resgates em terra e no mar, o que representa um aumento de cerca de 5% face a 2024, ano em que foram apoiadas 881 pessoas. Segundo o comunicado, estes números refletem “a capacidade de resposta, a prontidão operacional e o compromisso contínuo com a proteção da vida humana”.

Os Açores assumiram particular relevância neste balanço anual. No arquipélago, foram realizados 349 transportes aeromédicos entre ilhas, que resultaram no apoio a 460 açorianos durante 2025. A estes juntam-se 57 transportes entre os Açores e Portugal Continental e 28 entre os arquipélagos dos Açores e da Madeira, perfazendo um total de 62 pessoas apoiadas nas ligações Açores–Continente e 36 pessoas entre arquipélagos.

Ainda no âmbito dos transportes médicos, a Força Aérea transportou, ao longo do ano, 830 doentes, maioritariamente entre ilhas dos arquipélagos dos Açores e da Madeira, bem como entre os arquipélagos e o Continente. O comunicado sublinha também o papel “determinante” da Força Aérea no apoio ao INEM, durante quatro meses, no transporte aéreo de doentes no Continente, garantindo a continuidade daquele serviço essencial.

No domínio da busca e salvamento, a Força Aérea assegurou permanentemente o sistema nacional, cuja área de responsabilidade corresponde a mais de metade do continente europeu, tendo resgatado 101 pessoas em terra e no mar. O comunicado destaca várias missões de elevada exigência, realizadas em condições de risco significativo, evidenciando “o elevado profissionalismo dos militares da Força Aérea”.

Paralelamente, a rapidez dos meios aéreos permitiu a realização de 45 transportes de órgãos para transplante. A Força Aérea esteve igualmente envolvida no repatriamento de cidadãos do Médio Oriente, assegurando, através de um avião C-130H, o transporte seguro de 120 pessoas entre o Egipto e o Chipre.

No apoio à proteção civil, foram realizadas 180 missões de combate a incêndios rurais, totalizando cerca de 700 horas de voo. Já na vertente da soberania do espaço aéreo, a Força Aérea cumpriu mais de 946 horas de voo de policiamento, incluindo uma missão de acompanhamento de uma aeronave civil em alerta por suspeita de ameaça de bomba.

O comunicado refere ainda o empenhamento internacional da Força Aérea, nomeadamente em missões na Estónia, Itália, Espanha, São Tomé e Cabo Verde, bem como os avanços registados em 2025 no processo de modernização e reforço de meios, com a receção de novas aeronaves, helicópteros e a aquisição do primeiro satélite SAR da instituição.

Segundo a Força Aérea Portuguesa, 2025 consolidou um percurso de “transformação, modernização e inovação”, permitindo perspetivar 2026 como “um ano para voar mais alto, mais longe e mais rápido”, sempre com o objetivo de servir Portugal.

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