GOVERNO REFORÇA APOIO AO DOENTE DESLOCADO E ANUNCIA NOVA PLATAFORMA DIGITAL

A Secretária Regional da Saúde e Segurança Social, Mónica Seidi, destacou ontem, em Angra do Heroísmo, o reforço das políticas públicas de apoio ao doente deslocado, sublinhando o aumento das deslocações de profissionais de saúde às ilhas sem hospital e anunciando o desenvolvimento de uma nova plataforma informática para modernizar os procedimentos associados.

Segundo a nota de imprensa divulgada esta sexta-feira, 19 de dezembro, pela Secretaria Regional da Saúde e Segurança Social, Mónica Seidi participou na sessão de abertura da III Conferência do Apoio Psicossocial ao Doente Deslocado, que decorreu no Centro Interpretativo de Angra do Heroísmo. A iniciativa foi promovida pela Casa dos Açores do Norte, em colaboração com a Liga dos Amigos dos Doentes dos Açores, e constituiu um espaço de reflexão e partilha sobre o cuidado ao doente deslocado, articulando a dimensão técnica com a empatia, a proximidade e o sentido de pertença.

Na sua intervenção, a governante destacou as principais medidas implementadas pelo Governo Regional dos Açores no domínio do apoio ao doente deslocado, enfatizando o reforço da proximidade nos cuidados de saúde. Entre 2019 e novembro de 2025, o número de deslocações de profissionais de saúde para ilhas sem hospital aumentou 23%, correspondendo a cerca de 380 deslocações.

Apesar deste esforço de aproximação dos cuidados às populações, Mónica Seidi reconheceu que a condição arquipelágica da Região implica também a necessidade de deslocar doentes das ilhas sem hospital para aquelas que dispõem de unidades hospitalares. Nesse contexto, revelou que, desde 2021, foram deslocados 43 mil doentes açorianos e 29 mil acompanhantes para os hospitais da Terceira, Faial e São Miguel, num investimento global de quatro milhões de euros em diárias atribuídas.

A Secretária Regional enalteceu igualmente o papel da Liga dos Amigos dos Doentes dos Açores enquanto parceira do Serviço Regional de Saúde, salientando não apenas a sua intervenção clínica, mas também o acompanhamento social aos utentes, que considera determinante para o sucesso da resposta global ao doente deslocado.

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Relativamente às deslocações para fora da Região, a responsável pela tutela referiu que, desde 2021, mais de 25 mil utentes e 22 mil acompanhantes foram encaminhados, maioritariamente para Lisboa, mas também para o Porto e Coimbra. Estas deslocações representaram um investimento de cerca de 24 milhões de euros em diárias suportadas pelo Governo Regional, a que acrescem 5,3 milhões de euros no âmbito do Complemento Especial do Doente Oncológico (CEDO).

“Mais do que números, estamos a falar de utentes do Serviço Regional de Saúde. É neles que centramos a nossa ação e decisão política”, afirmou Mónica Seidi, citada na nota de imprensa.

A governante explicou ainda que o modelo de apoio ao doente deslocado para Portugal continental assenta numa solução híbrida, integrando um serviço próprio em Lisboa, sob tutela governamental, e um protocolo estabelecido no Porto com a Casa dos Açores do Norte, considerada um parceiro de excelência.

Por fim, Mónica Seidi anunciou que está a decorrer um procedimento concursal, no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência, para o desenvolvimento de uma nova plataforma informática dedicada ao doente deslocado. O objetivo é eliminar a utilização da credencial de deslocação em papel, modernizando e simplificando todo o processo, conclui a nota de imprensa da Secretaria Regional da Saúde e Segurança Social.

© GRA | Foto: SRSSS | PE