FRANCISCO CÉSAR DENUNCIA FALHAS GRAVES NOS CTT E EXIGE SOLUÇÕES PARA OS AÇORES

O deputado do Partido Socialista dos Açores à Assembleia da República, Francisco César, alertou para a “degradação contínua” dos serviços prestados pelos CTT na Região Autónoma, denunciando atrasos sistemáticos na entrega de correio, encomendas e vales postais, com prejuízos significativos para cidadãos e empresas. As declarações foram divulgadas esta quarta-feira, 22 de outubro, através de uma nota de imprensa do PS/Açores.

Durante a audição ao Conselho de Administração dos CTT na Comissão de Infraestruturas, Mobilidade e Habitação, Francisco César criticou duramente o desempenho da empresa no arquipélago, considerando “inaceitável” que “encomendas enviadas do continente para os Açores demorem 15 a 20 dias a chegar, e até uma simples carta enviada dentro da mesma ilha demore mais de uma semana”.

O socialista açoriano, também líder do PS/Açores, afirmou que o problema “não é novo”, mas tem vindo a agravar-se, afetando diversos serviços públicos. “O atraso verificado, por exemplo, na entrega do Complemento Regional de Pensão, o conhecido ‘cheque pequenino’, e outros serviços prestados pelo Governo Regional, dentro das próprias ilhas, afetou recentemente dezenas de açorianos”, referiu.

Francisco César salientou ainda o impacto sentido por quem depende dos CTT para aceder a outros apoios, como o Subsídio Social de Mobilidade, descrevendo uma situação de “caos total, com longas filas de espera” em alguns postos.

Em resposta à explicação do presidente executivo dos CTT, João Bento, que atribuiu parte das dificuldades aos constrangimentos no transporte aéreo, nomeadamente à operação da SATA, o deputado rejeitou essa justificação. “Não é obrigação da SATA transportar correio. Há outras companhias que operam para a Região e que poderiam assegurar parte desse serviço”, frisou, acrescentando que “os critérios mínimos de razoabilidade de serviço público não estão a ser cumpridos, nem do continente para os Açores, nem entre ilhas, nem dentro de cada ilha”.

Preocupado com o futuro do serviço postal no arquipélago, Francisco César defendeu a criação de novas soluções estruturais, apontando como hipóteses “um aditamento às obrigações de serviço público, com contrapartidas do Estado para garantir melhores acessibilidades e apoio aos custos de transporte”, ou mesmo “a criação de um serviço público de transporte aéreo de carga, como já existiu no passado”.

O deputado socialista garantiu ainda “total disponibilidade para colaborar com os CTT na procura de soluções que assegurem aos açorianos um serviço postal digno, eficiente e em igualdade de condições com o resto do país”, comprometendo-se a apresentar, “em breve, propostas concretas nesse âmbito”.

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