DEPUTADOS DO CHEGA REÚNEM-SE COM SITACEHT/AÇORES

Os deputados do CHEGA Açores, Francisco Lima e Hélia Cardoso, estiveram reunidos com o Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Alimentação, Bebidas e Similares, Comércio Escritórios e Serviços, Hotelaria e Turismo dos Açores -, a propósito da aplicação do fator de sustentabilidade aos ex-trabalhadores da Base das Lajes.

Segundo nota do partido, na reunião, que decorreu a pedido da estrutura sindical, foi denunciado que muitas promessas foram feitas aos mais de 400 trabalhadores que foram despedidos e os seus postos de trabalho extintos, entre 2015 e 2016, devido à redução do efetivo militar na Base das Lajes, e que optaram pela reforma antecipada. Na altura, foi aplicada uma penalização (fator de sustentabilidade) de 13,5% nas reformas dos trabalhadores, situação que se manteve até 2023, tendo sido extinta com o Orçamento de Estado para 2024.

Os mais de 400 trabalhadores reclamam agora os retroativos dessa aplicação do fator de sustentabilidade, desde a altura em que optaram pela reforma antecipada até 2023, o que representa alguns milhares de euros.

Estas revindicações “merecem o apoio incondicional do CHEGA Açores, tendo já havido reuniões com o Grupo Parlamentar do CHEGA na Assembleia da República, onde participou ativamente o deputado dos Açores, Miguel Arruda”, referiu o deputado Francisco Lima, citado na referida nota.

O parlamentar regional indicou ainda que “este ano, o deputado do PSD e candidato a deputado pela Coligação na Assembleia da República, Francisco Pimentel, escreveu uma Carta Aberta aos ex-trabalhadores da Base das Lajes, no âmbito da pré-campanha eleitoral para as eleições legislativas, onde acusava o PS de hipocrisia política, pois, segundo ele, a solução obtida esquece pura e simplesmente de repor os cortes verificados nas pensões de 2015 até hoje”.

Perante tais afirmações de um deputado eleito por um partido que é atualmente Governo, “espera-se que outros partidos, nomeadamente o PSD a nível nacional, apoiem esta luta dos trabalhadores para que seja reposta a justiça e a legalidade. Os Terceirenses não iriam compreender que alguns dos deputados eleitos pelos Açores lhes virassem agora as costas e não apoiassem esta causa”, afirma Francisco Lima.

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