A PENSAR PEQUENINO…

No Concelho da Praia da Vitória, local onde nasci e estou inserido, continua-se a pensar “pequenino”!

Antes, projetava-se tudo á medida do tempo, porque não se imaginava, nem se parava para pensar, que tudo o que nasce cresce… a começar pelos seres humanos, que não só se desenvolvem no tamanho, como também nos hábitos ou nos seus costumes!

Recentemente continuou-se a pensar “pequenino”, desta vez porque não havia dinheiro e, logo, vamos construir só à medida das nossas posses… como se não tivesse-mos de seguir a evolução dos tempos e as necessidades das pessoas, considerando a mudança dos seus hábitos, como referi no parágrafo anterior.

De momento, nomeadamente nas coisas básicas para os munícipes deste Concelho e também para quem nos visita, continua-se lamentavelmente a pensar “pequenino”!

Naturalmente os meus leitores, depois de terem lido já por várias vezes a palavra “pequenino”, estarão a pensar, mas afinal o que é que este quer agora com esta conversa?

Já vos dou alguns exemplos do que me levou a escrever este artigo de opinião, sobre uma realidade que está à nossa frente, se a quisermos vislumbrar com olhos de ver…

Zona balnear dos Biscoitos, local de referência, ponto turístico de paragem obrigatória. Penso que muitos poucos visitantes passarão por esta Ilha de Jesus Cristo, sem passar pelos Biscoitos! Chegam os autocarros, os parques de estacionamento enchem-se de viaturas dos locais ou dos visitantes, a zona balnear fica repleta, as barraquinhas locais fazem o seu negócio, aquela zona torna-se “um mar de gente”!

Estruturas de apoio, nomeadamente balneários e casas de banho? O mesmo espaço do século passado, embora com várias restruturações nesta última década, mas sempre (perdoem-me a insistência) de má qualidade e a pensar pequenino…

Como se admite que num local com tamanha assiduidade de visitantes, nomeadamente de verão, se contrua balneários/latrinas de tamanho minúsculo, com dois sifões apenas, sem nenhum urinol, um pequeno lavabo e um espaço para mudas? Mais grave ainda, quando lá passei no Domingo passado e, estavam os dois sifões entupidos, a água vertendo debaixo dos pés e o odor natural da circunstância…

Será esta imagem que queremos mostrar a quem nos visita neste emblemático e aprazível local? Penso que não, e a isto chamo: Pensar retrógrado, para variar… 

Outro exemplo vos trago aqui também: A Praia da Prainha, considerada pelas próprias estatísticas da Autarquia, como a praia de areal mais concorrida pelos banhistas dos vários pontos da Ilha! Esta por mim, já debatida nesta rede social por muitas vezes, mas infelizmente, ao contrário dos Biscoitos, Riviera e outras mais, mantém a sua estrutura do século passado intacta! Quase museu para turista ver… Talvez exagere! Uma porta substituída ou remendada, uma tampa de sifão nova, ou outro remendo de pequena dimensão… De momento, uma latrina a servir para evacuar, urinar ou mudar de vestimenta, um urinol entupido e fora de serviço há mais de um mês, sem solução à vista pela entidade responsável…

Como exceção, temos o Porto Martins! Espaço contruído a algumas décadas, mas de pensar “Grande”! Condições dignas, que fazem inveja aos restantes do Concelho… Sugiro que façam deste espaço fotocópia e deixem por uma vez de pensar “pequenino”.

Fernando Mendonça

Deixe um comentário