BLOCO DEFENDE REFORÇO DO APOIO DA REGIÃO À RTP AÇORES

O Bloco de Esquerda defende o reforço do financiamento da Região à RTP Açores, para permitir um aumento da produção própria de conteúdos e o aumento do número de trabalhadores. Alexandra Manes, numa visita à delegação da RTP Açores na ilha Terceira, reafirmou hoje que é preciso “acabar com a precariedade” na empresa.

“À semelhança do que acontece com a Universidade dos Açores, que é da tutela do governo da República, mas recebe apoio da Região, tem que haver também um reforço do financiamento à RTP Açores”, disse a candidata do Bloco.

“O governo regional tem que reconhecer o papel fundamental da RTP Açores, que é um pilar da democracia e da coesão regional”,

A precariedade é também um problema grave na RTP Açores. Alexandra Manes defende a integração dos trabalhadores que estão a falsos recibos verdes.

“O Governo da República, que é responsável pela RTP, dá um exemplo errado a todas as empresas privadas mantendo muitos trabalhadores com contratos precários, a falsos recibos verdes”, critica a candidata do Bloco na Terceira.

Alexandra Manes diz também que encontrou na delegação da RTP, instalações com grandes infiltrações e a precisar de obras urgentes para proteger os trabalhadores e os equipamentos.

A falta de renovação dos trabalhadores é outro problema que é preciso enfrentar: “Há vários trabalhadores próximos da idade da reforma e não está a ser assegurada a sua substituição”, alerta a candidata.

“A precariedade tem que acabar, a cada trabalhador deve corresponder um contrato de trabalho, com salário digno que lhe permita estabilidade na vida”, aponta Alexandra Manes.

O Bloco aponta também a falta de um carro de exteriores, para que seja possível cobrir acontecimentos em todo o grupo central.

Noutra vertente, Alexandra Manes disse quarta-feira, na iniciativa de campanha na Praia da Vitória, que “é preciso dar passos efetivos para a descontaminação, porque estamos a falar da saúde das pessoas e do ambiente”.

A candidata diz que “há mais de uma década que é conhecido o grave problema ambiental deixado na ilha Terceira pela utilização militar da Base das Lajes pelos norte-americanos”, mas salienta que monitorizar a situação não é suficiente, é preciso avançar efetivamente com a descontaminação.

Alexandra Manes salienta que “o governo norte-americano tem à sua disposição um fundo sem limite para limpar as bases militares que tem pelo seu território, quando há o seu desmantelamento” e “isto quer dizer que os EUA têm a perfeita noção do que acontece quando há o desmantelamento de uma base, que deixa um rasto de poluição que é um crime ambiental”.

A candidata lamenta que a alteração à Lei das Finanças Regionais efetuada quando Passos Coelho era primeiro-ministro tenha aberto a porta a que fosse Portugal a pagar a descontaminação, em vez de responsabilizar o EUA.

“É como se o governo português tivesse que pagar pela porcaria deixada pela presença militar norte-americana na Terceira”, lamentou a candidata.

“Houve um país que poluiu a nossa ilha, e não foi Portugal, foi os EUA, logo terá que ser este país a garantir a descontaminação”, afirmou ainda Alexandra Manes. Além disso, a candidata alerta para a necessidade de se preparar “um plano B, para o caso de haver problemas com o abastecimento de água à população”.

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