
O LIVRE/Açores inspirado pelo mandato constitucional de defesa do direito à educação e à cultura, defende que a escola pública além de devidamente financiada deve ser autónoma e estar inserida e ao serviço da comunidade, abandonando o atual modelo fabril do século XVIII.
Desse modo, o partido lamenta o subfinanciamento a que o Ensino tem sido votado na Região, e os atropelos à dignidade e à situação profissional do seu pessoal docente e não docente.
Em comunicado, o partido afirma que cado seja eleito, juntará no parlamento regional, a sua voz “aos que exigem um investimento no sistema escolar que garanta que a escola pública seja atrativa e cumpra com dignidade a sua missão”. Mas, acrescenta o partido, “queremos mais: queremos escolas autónomas, inseridas na comunidade e geridas democraticamente”. “Defenderemos por isso a criação de condições para que se multipliquem projetos de inovação pedagógica. É necessário investir na formação de professores, apoiando por exemplo o trabalho do Movimento da Escola Moderna, e capacitar os Conselhos Executivos. As crianças e os jovens são o nosso futuro. Na Educação, os Contratos de Autonomia das escolas são, literalmente, Contratos com o Futuro”, afirma o LIVRE/Açores.
No âmbito da sua estratégia de apoiar iniciativas já existentes e incentivar novos projetos educativos, o cabeça de lista por São Miguel, José Azevedo, e a número 2 da lista, Florbela Carmo, visitaram a Escola Básica 2,3 de Capelas, para se inteirarem da situação do projeto “Novas Rotas”.
O Novas Rotas é um projeto de inovação pedagógica único nos Açores: assente nos pressupostos teóricos da Educação Holística e inspirado pela Escola da Ponte e pelo Projeto Âncora (este no Brasil), é centrado nos alunos os quais, sem turmas nem aulas, desenvolvem projetos de estudo individual e coletivo sob a orientação de professores altamente motivados e com formação específica. Reunindo uma ampla comunidade de aprendizagem, o “Novas Rotas” agrupa um conjunto de encarregados de educação informados e atuantes e é suportado por um Conselho Executivo visionário.
Porém, o LIVRE/Açores diz que “apesar do seu sucesso, o projeto Novas Rotas, que deparou com obstáculos e más-vontades constantes, ainda hoje não tem a estabilidade que merece. Segundo diz o LIVRE/Açores, a “EB 2,3 das Capelas aguarda há 3 anos pela assinatura do Contrato de Autonomia que lhe permitiria gerir de forma diferente aquilo que é de facto diferente”.
“Surpreendentemente, e em contraste com a situação no território continental, neste momento nenhuma escola da Região tem um contrato de autonomia”, refere o Livre/Açores.
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