VOTAR PELA ESTABILIDADE

Se dúvidas havia quanto à capacidade de renovação do Partido Socialista na Terceira, a lista apresentada às eleições do próximo dia 4 de fevereiro não só deixa clara essa capacidade, bem como a de ser o único partido que consegue conciliar verdadeiramente a experiência política nas lides parlamentares e governativas, com a novidade de nomes que, embora militantes do partido, representam, sem exceção, diferentes setores e têm contributos prestados à Terceira quer ao nível profissional, como cívico.

Desde logo, o PS apresenta Andreia Cardoso como cabeça de lista, uma mulher que enquanto governante com as pastas da solidariedade social realizou um trabalho notável na melhoria de vida dos açorianos e na promoção da igualdade, e que enquanto deputada na oposição ao longo dos três últimos anos defendeu sempre os interesses da Terceira. No que à experiência diz respeito, é acompanhada por Berto Messias, que se reafirmou como um dos deputados mais interventivos nos alertas ao governo para a falta de execução dos compromissos para com a Terceira e na apresentação de soluções. Mas a lista é composta, sobretudo, por nomes cujo contributo no parlamento regional será novo, como, e referindo alguns deles, José Toste – advogado e cujo trabalho junto da Direção Regional de Saúde teve um importante impacto na gestão e no combate à pandemia da COVID-19 –, Marília Vargas – com um sólido conhecimento e contributo na saúde –, Luís Leal – um dos responsáveis pela criação do Terceira Tech Island, que permitiu a criação de dezenas de postos de trabalho qualificados até ser abandonado pelo atual governo da coligação –, ou Marco Martins – com um trabalho reformista de excelência desenvolvido em prol dos terceirenses e açorianos na área social. Não esquecendo o contributo dos que, mesmo podendo não chegar no parlamento, serão vozes ativas na defesa da Terceira, tal como têm sido.

Não há dúvidas e importa deixar claro aos terceirenses: a escolha a 4 de fevereiro é entre um projeto consistente e estável apresentado pelo PS e liderado por Vasco Cordeiro ou um projeto, fragilizado e com baixa probabilidade de durar até ao fim, que José Manuel Bolieiro tenta dar entender que vai conseguir liderar, mas que continuará a depender de Artur Lima e Paulo Estevão, que foram apontados até por membros de governo como maus parceiros – relembre-se, por exemplo, a demissão de um membro de governo, braço direito de Bolieiro, que nunca justificando os motivos, alegou tratarem-se de razões políticas.

Uma legislatura que possa durar quatro anos e que seja sinónimo de estabilidade necessita de um projeto que saia expressivamente legitimado destas eleições. O Partido Socialista, quer pela sua lista, quer pelo projeto que tem apresentado com medidas concretas resultante de uma política de proximidade, quer pelo seu líder a nível regional, Vasco Cordeiro, merece a confiança dos terceirenses para a construção de um projeto de governo estável para a Terceira e para os Açores, como a nossa ilha e região merecem.

Rodrigo Pereira
Membro da Comissão Regional da JS/Açores