
Segunda noticiou a Antena 1 Açores, no jornal das 18:00, desta terça-feira, 17 de novembro, o presidente da direção da Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários da Praia da Vitória, Luís Vasco Cunha, está sob investigação do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Ponta Delgada, tendo mesmo sido constituído arguido. A investigação surge após denúncia apresentada pelo antigo dirigente da corporação, Olavo Esteves, que em julho, aos microfones da estação pública de radiodifusão dos Açores denunciou alegadas irregularidades na corporação, agora em investigação, e prometeu apresentar queixa junto do Ministério Público.
O processo em investigação, avança a Antena 1 Açores, envolve “contornos de criminalidade económica/financeira”, e terá sido remetido pelo Ministério Público para o DIAP de Ponta Delgada que tem competência para investigar este tipo de criminalidade.
Uma das queixas apresentada prende-se com a viciação de equipamentos e bens. O presidente da associação de bombeiros é proprietário de uma empresa que fornece vários serviços à corporação. “Terão sido apresentadas provas no valor superior a 60 mil euros, mas contas feitas, o volume de negócios entre as partes deverá rondar meio milhão de euros”, refere a Antena 1.
Para além desta queixa, segundo avança a Antena 1, fazem ainda parte queixas “como a utilização indevida de meios, concursos abertos para alegadamente dar trabalho a familiares de elementos da direção e corporação, e ainda, uma alegada falha na prestação de socorro a uma utente do Centro de Apoio ao Deficiente, utente que acabou por falecer”.
Luís Vasco Cunha, em declarações feitas à Antena 1, esta tarde, disse desconhecer estar na condição de arguido.
Notícia Antena 1 Açores a partir do minuto 00:45.
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