
Está a aproximar-se a hora de usar o voto como arma silenciosa contra tudo aquilo que ao longo destes 4 anos, ou mais, andamos a dizer que está mal. Está a chegar a hora de em São Jorge e nos Açores fazer-se mais e melhor com os meios que temos. E eles não são poucos!
Dizem que o governo alguma coisa tem feito. Sim claro que sim, mas um governo que se encontra há 4 anos a governar, minto há mais de 20 anos a governar, algo tem de ter para mostrar. Mas mais uma vez a questão é saber se, não se pode melhorar os meios que temos ou, se as prioridades escolhidas foram as correctas. Vejamos… Já não chega de um poder socialista que, como muita gente se queixa, asfixia a nossa vida com as relações existente de poder e que faz esta sociedade auto censurar-se a ela própria.
Está na mão de todos nós alterarmos o paradigma e sairmos deste status quo vigente.
Este desabafo vem a propósito da visita do governo a São Jorge. Onde fica claro a acção de propaganda, marketing, o que quiserem chamar do PS e do Governo. As eleições estão à porta e não nos deixemos enganar com cheques avulso de última hora. Os candidatos estão na estrada já a fazer campanha. A tática, essa é antiga. Ao chegar a hora das eleições a bola vai para o mais bem-falante, que joga com as pessoas e com a desresponsabilização dos seus próprios actos e da inércia do governo. Assim se começam a posicionar os futuros candidatos a deputados.
Eles já aí andam. Usam táticas bem jeitosas e antigas, a compra de votos, como a vice-presidência que aumentou a remuneração dos programas “Estagiar” e enviou uma carta a cada jovem para este ficar agradecido e não se esquecer.
Compreendo que temos de sorrir. Compreendo que temos de estender as mãos. Temos filhos que precisam de trabalho, temos os nossos negócios e a nossa vida profissional. Contudo podemos ir sorrindo sempre, e no momento do voto, quando estivermos sozinhos com a esferográfica e o papel, podemos e devemos votar contra este status quo que estrangula o nosso desenvolvimento e que não nos deixa avançar! Mudar é preciso, com confiança e sem medos. Lutar, porque São Jorge é das suas gentes. Que nos deixem avançar!
Pedro Pessanha
