PS/AÇORES DIZ QUE PSD ESTÁ “PREOCUPADO” COM A “REGENERAÇÃO” INTERNA DOS SOCIALISTAS

O PS/Açores criticou esta quinta-feira o PSD por estar “mais preocupado” com a “regeneração” interna dos socialistas do que com a governação regional, que está “cada vez mais instável”, acusando os sociais-democratas de “retórica mesquinha”.

Em comunicado de imprensa, o dirigente do PS/Açores José Miguel Toste considera que a reação do PSD à recandidatura de Vasco Cordeiro a líder dos socialistas açorianos demonstra que o partido está “mais preocupado com o futuro, a mudança e a regeneração na vida interna do maior partido dos Açores do que com o presente pantanoso e a cada vez mais instável governação regional”.

Na quarta-feira, o PSD/Açores acusou o líder do PS na região e anterior presidente do executivo açoriano, Vasco Cordeiro, de “desespero pela perda do poder”, afirmando que a governação socialista deixou um “legado de dívidas e pobreza” no arquipélago.

As críticas foram feitas no dia em que Vasco Cordeiro assinalou, na apresentação da sua recandidatura, que a ‘geringonça’ nacional, socialista, funcionou, e que a dos Açores, de direita, está a “agravar” a situação social e económica do arquipélago.

Para José Miguel Toste, o PSD açoriano não procura um “efetivo diálogo democrático”, mas “sim a transformação do espaço mediático num campo de guerrilha político-partidária”.

“A utilização de uma retórica mesquinha de apontar para trás quando se é manifestamente incapaz de apontar em frente, torna-se ainda mais censurável quando se constrói uma narrativa que é falsa”, lê-se ainda no comunicado.

O PS diz ainda ser “categoricamente falso” que a governação socialista da região tenha deixado um “legado de dívidas”, como considerou o PSD.

“[É o] executivo regional [PSD/CDS-PP/PPM] quem compromete a estabilidade das contas públicas e o futuro das gerações vindouras ao aumentar, numa atuação irresponsável, em 280 milhões de euros a dívida da região”, visa ainda o partido.

O social-democrata José Manuel Bolieiro tomou posse como presidente do Governo dos Açores em novembro de 2020, terminando com um ciclo de 24 anos de governação do PS na região, 20 dos quais em maioria absoluta: de 1996 a 2012 sob a liderança de Carlos César e de 2012 a 2020 com Vasco Cordeiro na chefia do executivo.

O Governo dos Açores é suportado no parlamento pelos partidos que integram o executivo (PSD, CDS-PP e PPM), pela Iniciativa Liberal, pelo Chega e deputado independente.

© Lusa | Foto: PS/A | PE

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