PS/AÇORES LAMENTA “ESTAGNAÇÃO” NO PROJETO ESPACIAL EM SANTA MARIA

A deputada socialista Bárbara Chaves disse esta terça-feira que, “relativamente às questões espaciais, há uma estagnação” na ilha de Santa Maria, “numa altura em que seria fulcral” acelerar o processo.

“Relativamente às questões espaciais há uma estagnação. Não quero dizer que seja um abandono, mas o que é facto é que tem havido muito pouco desenvolvimento, numa altura em que seria fulcral acelerarmos este processo e darmos uma nova dinâmica e uma força a esta questão”, afirmou Bárbara Chaves, no arranque das jornadas parlamentares do PS em Santa Maria.

O contrato para a instalação e funcionamento do Porto Espacial de Santa Maria tinha assinatura prevista para junho de 2019, para que os primeiros lançamentos de pequenos satélites ocorressem no verão de 2021, mas o processo concursal aguarda ainda decisão judicial, depois de ter sido impugnado por um dos concorrentes.

As propostas dos dois consórcios concorrentes, o Atlantic Spaceport Consortium e o RFA Azores, foram excluídas.

Em abril, o presidente do Governo Regional dos Açores disse à Lusa que o executivo iria “atualizar o projeto”, para avançar com um novo concurso.

No primeiro dia de jornadas parlamentares do Partido Socialista na ilha de Santa Maria, os deputados do PS visitaram ainda a queijaria da Associação Regional dos Criadores de Caprinos e Ovinos dos Açores (ARCOA), “uma produção ainda de menor dimensão” que os socialistas acreditam que “será importante para a ilha de Santa Maria ter os produtos lácteos também valorizados”, destacou Bárbara Chaves.

A deputada eleita pelo círculo eleitoral de Santa Maria referiu que “outros nichos de mercado, como a meloa, como o morango, têm sido desenvolvidos”.

“O atual Governo Regional [PSD/CDS-PP/PPM] deve fazê-lo e não deve descurar aquilo que ao longo do tempo tinha vindo a ser feito por parte dos governos do Partido Socialista”, afirmou.

Para a deputada, a estagnação não se fica pelo setor espacial – “em outras áreas, nada de novo foi feito”, considerou.

“Aquilo que tinha sido feito pelo Partido Socialista e que o Governo anterior tinha feito continuou a ser feito. Ou seja, naturalmente as coisas desenvolveram-se, mas não por uma ação do Governo ao nível da agricultura, ao nível da parte social, portanto, não há um retrocesso, há uma estagnação”, rematou.

© Lusa | Foto: PS/A | PE

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