LIVRE APOIARIA GOVERNO DE ESQUERDA NOS AÇORES

Através de comunicado o Livre, que não elegeu qualquer deputado nas últimas eleições legislativas regionais, faz saber que caso tivesse representação parlamentar, esta defenderia “uma convergência à esquerda que permitisse a formação de um governo progressista e comprometido com objetivos de combate às desigualdades e de resposta à emergência climática e ecológica”.

Para o Livre, o quadro parlamentar resultante das últimas eleições regionais foi claro na vontade dos açorianos em retirar a maioria absoluta ao Partido Socialista e no aumento da diversidade de representação regional. Foi também claro, refere o Livre, na vontade de não atribuir uma maioria clara a nenhum partido.

Neste quadro, o Livre Açores vê com “preocupação as movimentações dos partidos de direita, nomeadamente PSD, CDS, PPM e IL, prontos que estão à primeira oportunidade de romper o cordão sanitário à extrema-direita que todas as forças democráticas deviam instituir, impedindo-a de participar ou influenciar a governação a qualquer título”.

Diz o Livre que, “a agenda da extrema-direita para os Açores é uma agenda penalizadora para os mais pobres e que irá agravar a situação económica de muitos açorianos”.

Neste comunicado, o Livre Açores assumindo-se como partido da esquerda socialista, libertária e ecologista, afirma que “continuará a lutar, dentro e fora das instituições por uma visão de futuro para os Açores assente em prosperidade partilhada, construção de igualdade e na resposta à emergência ecológica”.

Caso tivesse representação parlamentar, o Livre defendendo uma solução de governo à esquerda, não abdicaria das propostas apresentadas aos açorianos para “melhorar a democracia regional, nomeadamente a criação de Assembleias de Cidadãos na dependência do Parlamento Regional e a melhoria dos orçamentos participativos, aumentando os valores em questão e decididos por consensos alargados e não por concursos de ideias”. Ainda num quadro de presumível representação parlamentar, o Livre afirma que defenderia “como condição para qualquer acordo a declaração do Estado de Emergência Climática e Ecológica como base moral e legal para uma política de justiça ambiental que melhore a democracia económica, substituindo o atual modelo económico da competição e do lucro por uma economia da cooperação e da solidariedade através da implementação da experiências piloto com sistemas monetários complementares e a criação de parcerias publico-cooperativas, desenvolvendo assim a produção e comércio locais”.

Segundo o Livre, os Açores têm um potencial imenso para proporcionar uma melhor qualidade de vida a quem aqui vive, respeitando o equilíbrio ecológico e ambiental único em todo o mundo que a nossa região tem. “Uma coligação de direita apoiada pela extrema-direita, preocupada apenas com o lucro e a destruição ambiental apenas irá agravar os problemas dos Açorianos, não os resolverá”, conclui o Livre.

© Livre | PE

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